Notícias
10 de Março de 2004
Leia a íntegra do discurso de agradecimento de Mateus Brandão Machado
"Meus amigos, não é fácil viver um momento como este, mesmo sendo muito honroso, porque nunca foi objeto do meu desejo, mas vivo-o com alegria porque estou na companhia de vocês"
Dr. Albergaria
A homenagem que o senhor me faz através deste título Serventuário Padrão 2003, me fez pensar muito sobre o Registro Civil e senti nas suas justificativas para me outorgá-lo que a sua base era na minha maneira insistente de lutar, mas tendo como objeto a união dos Oficiais para reivindicar e vencer desafios. É verdade também, que sozinho eu não estaria neste momento recebendo este título, porque toda a minha luta teve sempre o apoio incondicional de todos os Oficiais do Registro Civil deste Estado.
Quando assumi o Registro Civil de Diadema, fiz duas coisas que só me gratificaram, a 1° foi tornar-me assinante do Diário das Leis Imobiliárias que contém o Boletim Cartorário de sua responsabilidade, e tem como temas assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Vejo no Boletim Cartorário que a sua edição foi uma feliz idéia e sinto nas pessoas que o lêem, muitas delas entre nós, uma mudança de comportamento para melhor com os serviços que praticam. Curioso é que essa mudança, nosso colegas não percebem como eu também não o tinha, e só vim a percebê-la quando passei a dedicar meu tempo em pensar neste magnífico Boletim e os seus efeitos produzidos, durante esses 10 anos que o assino. Percebi com muita clareza exatamente quando o senhor falava da lucidez de quem estuda, e também da liberdade que teremos quando estudamos, sinto com sinceridade que só pode lutar e vencer, o homem liberto pelo conhecimento. O senhor tem razão e todos os colegas devem conhecer suas idéias. Todo artigo seu, traz no conteúdo esse direcionamento de comportamento e ensinamentos que ficam impregnados em nossa mente que nos faz mudar, mas mudar em manso, silencioso e profundo, que quando testados nos dá a certeza do justo e do perfeito.
A 2° coisa que fiz ao assumir o meu oficialato, foi começar a participar das reuniões da Associação de todos os notários e registradores, mas especificamente, das reuniões de departamento do Registro Civil. Logo senti que se fazia necessário que o Registro Civil deveria falar por si próprio e assim criamos a Arpen. Associação só dos Oficiais do Registro Civil, totalmente independente para as postulações que teriam que ser mais contundentes junto às autoridades políticas do Estado e como óbvio veio a acontecer, começamos a "apanhar" e de início, já conhecemos a gratuidade de nascimentos e óbitos para todas as pessoas.
Sempre soube que qualquer postulação, por mais legítima que fosse sempre provocaria forte reação contrária, e a luta passa a ser muito mais contundente. Isso causa uma insegurança muito grande ao homem porque corre-se o risco de cair e sucumbir. Lembro-me neste momento das alegações de Peter Drucher, citado numa proposta de politização de notários e registradores do Brasil - pág. 6 do nosso colega pernambucano Paulo Geraldo Nunes, presidente da Arpen-PE e que diz "existe o risco que você não pode jamais correr e existe o risco que você não pode deixar de correr". Neste momento, o Registro Civil estava em crise e os Oficiais com muita insegurança em reivindicar, mas algo precisava ser feito para tirá-lo do profundo sono em que estava metido, em sentido figurado, parecia ser o Registro Civil um gigante pela importância, mas completamente adormecido pelo medo de enfrentar o desconhecido.
O grupo que dirige os Oficiais em Associação, Arpen-SP, nos últimos 12 anos deu a primeira "alfinetada" no gigante e muita coisa aconteceu e temo hoje. O Registro Civil no Estado todo informatizado e interligado via Intranet, com a Arpen em todas circunscrições regionais do Estado e com isso, os cartórios estão conectados um ao outro para troca de informações via eletrônica, nesse sistema que emite dados e os transfere a todos entre si, também aos órgãos de estatísticas do Estado, atendendo o Seade, Serviço Militar, Eleitoral, tantos outros no interesse do próprio Estado e da coletividade, atende ainda o usuário direto, fornecendo documentos em papel de segurança, tipo papel moeda. Não é só. O Registro Civil está em todas as campanhas para eliminar o sub-registro no Estado, muito embora, seja pouco em São Paulo.
Também o Registro Civil está já em fase adiantada para implantar o Registro Civil itinerante, junto as regiões onde haja notícia de sub-registro e ir fazê-lo, também com isenção de pagamento para o usuário. Recentemente com o escândalo do recadastramento dos idosos da previdência social, o Registro Civil deste Estado se fez presente junto ao secretário da Justiça e Cidadania, colocando-se a disposição para tal tarefa e se comprometendo a recadastrá-los em suas residências, sem nenhum ônus para os mesmos e nem para o Estado.
O Registro Civil está a frente do tempo, está indo de encontro ao moderno com o seu serviço sempre no interesse público e mais, não se intimida em avançar. Dou como exemplo o Registro Civil introduzindo o sistema da biometria na coleta de impressão digital, para reconhecer firmas.
O Registro Civil está forte em seu mister, em dignidade com os seus oficiais porque estão recebendo pelo serviço que praticam que nem sempre é pago pelo usuário, ou mesmo pelo Estado, mas sim, através de uma criação que foi arquitetada pelos próprios notários e registradores. O cidadão está recebendo um documento confiável e o estado recebendo o que precisa do Registro Civil, que são os dados que lhe interessam para as suas políticas, de maneira segura, rápida e eletronicamente.
Por tais razões, entendo que este diploma representa todo o Registro Civil e recebo-o em meu nome, mas sinto o peso dos 801 Oficiais deste Estado.
Finalmente, quero dizer que o melhor do diploma que recebo neste momento do senhor Albergaria é o seu ato em declarar que sou seu amigo, quando já me bastava ser apenas seu conhecido e, ainda mais, quando o senhor declarou também o conceito que escolheu para a palavra amigo, que é a do poeta e cartorário paulistano em atividade, André Luiz, que diz: "Amigo é dono do nosso pranto que cai, quando ele se vai".
Meu amigo, Dr. Albergaria, muito obrigado".
Dr. Albergaria
A homenagem que o senhor me faz através deste título Serventuário Padrão 2003, me fez pensar muito sobre o Registro Civil e senti nas suas justificativas para me outorgá-lo que a sua base era na minha maneira insistente de lutar, mas tendo como objeto a união dos Oficiais para reivindicar e vencer desafios. É verdade também, que sozinho eu não estaria neste momento recebendo este título, porque toda a minha luta teve sempre o apoio incondicional de todos os Oficiais do Registro Civil deste Estado.
Quando assumi o Registro Civil de Diadema, fiz duas coisas que só me gratificaram, a 1° foi tornar-me assinante do Diário das Leis Imobiliárias que contém o Boletim Cartorário de sua responsabilidade, e tem como temas assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Vejo no Boletim Cartorário que a sua edição foi uma feliz idéia e sinto nas pessoas que o lêem, muitas delas entre nós, uma mudança de comportamento para melhor com os serviços que praticam. Curioso é que essa mudança, nosso colegas não percebem como eu também não o tinha, e só vim a percebê-la quando passei a dedicar meu tempo em pensar neste magnífico Boletim e os seus efeitos produzidos, durante esses 10 anos que o assino. Percebi com muita clareza exatamente quando o senhor falava da lucidez de quem estuda, e também da liberdade que teremos quando estudamos, sinto com sinceridade que só pode lutar e vencer, o homem liberto pelo conhecimento. O senhor tem razão e todos os colegas devem conhecer suas idéias. Todo artigo seu, traz no conteúdo esse direcionamento de comportamento e ensinamentos que ficam impregnados em nossa mente que nos faz mudar, mas mudar em manso, silencioso e profundo, que quando testados nos dá a certeza do justo e do perfeito.
A 2° coisa que fiz ao assumir o meu oficialato, foi começar a participar das reuniões da Associação de todos os notários e registradores, mas especificamente, das reuniões de departamento do Registro Civil. Logo senti que se fazia necessário que o Registro Civil deveria falar por si próprio e assim criamos a Arpen. Associação só dos Oficiais do Registro Civil, totalmente independente para as postulações que teriam que ser mais contundentes junto às autoridades políticas do Estado e como óbvio veio a acontecer, começamos a "apanhar" e de início, já conhecemos a gratuidade de nascimentos e óbitos para todas as pessoas.
Sempre soube que qualquer postulação, por mais legítima que fosse sempre provocaria forte reação contrária, e a luta passa a ser muito mais contundente. Isso causa uma insegurança muito grande ao homem porque corre-se o risco de cair e sucumbir. Lembro-me neste momento das alegações de Peter Drucher, citado numa proposta de politização de notários e registradores do Brasil - pág. 6 do nosso colega pernambucano Paulo Geraldo Nunes, presidente da Arpen-PE e que diz "existe o risco que você não pode jamais correr e existe o risco que você não pode deixar de correr". Neste momento, o Registro Civil estava em crise e os Oficiais com muita insegurança em reivindicar, mas algo precisava ser feito para tirá-lo do profundo sono em que estava metido, em sentido figurado, parecia ser o Registro Civil um gigante pela importância, mas completamente adormecido pelo medo de enfrentar o desconhecido.
O grupo que dirige os Oficiais em Associação, Arpen-SP, nos últimos 12 anos deu a primeira "alfinetada" no gigante e muita coisa aconteceu e temo hoje. O Registro Civil no Estado todo informatizado e interligado via Intranet, com a Arpen em todas circunscrições regionais do Estado e com isso, os cartórios estão conectados um ao outro para troca de informações via eletrônica, nesse sistema que emite dados e os transfere a todos entre si, também aos órgãos de estatísticas do Estado, atendendo o Seade, Serviço Militar, Eleitoral, tantos outros no interesse do próprio Estado e da coletividade, atende ainda o usuário direto, fornecendo documentos em papel de segurança, tipo papel moeda. Não é só. O Registro Civil está em todas as campanhas para eliminar o sub-registro no Estado, muito embora, seja pouco em São Paulo.
Também o Registro Civil está já em fase adiantada para implantar o Registro Civil itinerante, junto as regiões onde haja notícia de sub-registro e ir fazê-lo, também com isenção de pagamento para o usuário. Recentemente com o escândalo do recadastramento dos idosos da previdência social, o Registro Civil deste Estado se fez presente junto ao secretário da Justiça e Cidadania, colocando-se a disposição para tal tarefa e se comprometendo a recadastrá-los em suas residências, sem nenhum ônus para os mesmos e nem para o Estado.
O Registro Civil está a frente do tempo, está indo de encontro ao moderno com o seu serviço sempre no interesse público e mais, não se intimida em avançar. Dou como exemplo o Registro Civil introduzindo o sistema da biometria na coleta de impressão digital, para reconhecer firmas.
O Registro Civil está forte em seu mister, em dignidade com os seus oficiais porque estão recebendo pelo serviço que praticam que nem sempre é pago pelo usuário, ou mesmo pelo Estado, mas sim, através de uma criação que foi arquitetada pelos próprios notários e registradores. O cidadão está recebendo um documento confiável e o estado recebendo o que precisa do Registro Civil, que são os dados que lhe interessam para as suas políticas, de maneira segura, rápida e eletronicamente.
Por tais razões, entendo que este diploma representa todo o Registro Civil e recebo-o em meu nome, mas sinto o peso dos 801 Oficiais deste Estado.
Finalmente, quero dizer que o melhor do diploma que recebo neste momento do senhor Albergaria é o seu ato em declarar que sou seu amigo, quando já me bastava ser apenas seu conhecido e, ainda mais, quando o senhor declarou também o conceito que escolheu para a palavra amigo, que é a do poeta e cartorário paulistano em atividade, André Luiz, que diz: "Amigo é dono do nosso pranto que cai, quando ele se vai".
Meu amigo, Dr. Albergaria, muito obrigado".