Notícias
10 de Julho de 2003
Noivas profissionais testam sistema registral dos EUA
Numa época em que se divorciar e se casar de novo são lugar-comum, pode não ser surpreendente para um escrivão de cartório ver, de tempos em tempos, vários nomes de pessoas se repetirem em pedidos de licença para casamento. Mas o cartório municipal de Nova York considerou bastante incomum o fato de uma mulher ter pedido 27 licenças para casamento entre 1984 e 2002. E pelo menos mais uma dúzia de mulheres haviam se casado várias vezes, o que também foi considerado suspeito.
Essas "noivas profissionais" - como foram chamadas por um funcionário do município - não estavam se casando por amor, segundo a promotoria de Manhattan. Esta anunciou quarta-feira que quatro mulheres foram presas e outras duas estavam sendo procuradas sob acusações que podem levá-las a quatro anos de prisão.
Autoridades disseram acreditar que as mulheres ganhavam cerca de US$ 1 mil para se casar, geralmente com imigrantes ilegais que tiveram no casamento uma oportunidade de legalizar sua situação. Algumas teriam se casado com cerimônia.
Um casamento garante aos imigrantes o green card - visto de residência - e outros benefícios, como seguro social e seguro-desemprego. Os maridos vieram de países como Paquistão, Índia, Equador, Nigéria e República Dominicana.
Funcionários do município disseram que as possibilidades de abuso da lei são aparentemente infinitas, porque os arquivos sobre casamentos na cidade e no condado não são ligados entre si e os dados computadorizados não estão conectados entre os estados.
- Isso abre uma porta para muitas fraudes e despesas para o contribuinte americano - afirmou Robert M. Morgenthau, promotor do distrito de Manhattan que investiga os casos.
Para se casarem em Nova York, noivos devem preencher formulários em que informam sobre casamentos anteriores. Apenas uma das quatro mulheres presas disser ter sido casada antes. O recorde é de Dezerrie Cortes, de 40 anos, que fez 27 pedidos de licença para se casar e está presa.
Fonte: O Globo-RJ
--------------------------------------------------
Seis mulheres de Nova York que cobraram US$ 1 mil de cada "cliente" para casar-se com 43 imigrantes ilegais e ajudá-los a obter o green card de residência legal nos Estados Unidos foram acusadas de mentir para obter licenças matrimoniais. "Elas não passam de noivas de aluguel", disse Victor Robles, funcionário municipal encarregado de emitir e revisar as licenças de casamento. Ele começou a investigar a fraude há dois anos, ao notar que uma mulher havia se casado seis vezes. Descobriu, a seguir, que não havia um sistema para detectar se alguém tinha obtido mais de uma licença matrimonial no período de um ano.
Robles modificou o sistema, de modo a poder revisar os dados sobre casamentos na cidade num período de dez anos e chegou às seis mulheres que solicitaram, no total, 43 licenças para se casar. Os "maridos de aluguel" são imigrantes ilegais do Equador, República Dominicana, Peru, Trinidad e Tobago, Santa Lucía, Paquistão, Índia, Nigéria e outros países da África.
"As mulheres não se casavam com os homens por amor, mas porque recebiam um pagamento em dinheiro", explicou Robles. As seis mulheres agora serão julgadas e poderão ser condenadas a até quatro anos de prisão.
Uma das detidas é Dezerrie Anne Cortez, 40 anos. Só ela pediu 27 licenças de casamento, entre 1984 e 2002, possibilitando a seus "maridos" legalizar sua situação no país. A promotoria do distrito de Manhattan informou que ela e as outras "noivas de aluguel" foram detidas e acusadas de perjúrio por terem mentido às autoridades sobre sua situação conjugal.
O green card permite aos imigrantes residir e trabalhar nos EUA e, se quiserem, solicitar a cidadania americana. Casar-se com um cidadão americano é uma das formas mais fáceis de um estrangeiro obter o green card.
Funcionários municipais consultados pelo New York Times explicaram que foi fácil a fraude passar despercebida porque as bases de dados matrimoniais do Estado de Nova York não estão informatizadas.
Fonte: O Estado de São Paulo
Essas "noivas profissionais" - como foram chamadas por um funcionário do município - não estavam se casando por amor, segundo a promotoria de Manhattan. Esta anunciou quarta-feira que quatro mulheres foram presas e outras duas estavam sendo procuradas sob acusações que podem levá-las a quatro anos de prisão.
Autoridades disseram acreditar que as mulheres ganhavam cerca de US$ 1 mil para se casar, geralmente com imigrantes ilegais que tiveram no casamento uma oportunidade de legalizar sua situação. Algumas teriam se casado com cerimônia.
Um casamento garante aos imigrantes o green card - visto de residência - e outros benefícios, como seguro social e seguro-desemprego. Os maridos vieram de países como Paquistão, Índia, Equador, Nigéria e República Dominicana.
Funcionários do município disseram que as possibilidades de abuso da lei são aparentemente infinitas, porque os arquivos sobre casamentos na cidade e no condado não são ligados entre si e os dados computadorizados não estão conectados entre os estados.
- Isso abre uma porta para muitas fraudes e despesas para o contribuinte americano - afirmou Robert M. Morgenthau, promotor do distrito de Manhattan que investiga os casos.
Para se casarem em Nova York, noivos devem preencher formulários em que informam sobre casamentos anteriores. Apenas uma das quatro mulheres presas disser ter sido casada antes. O recorde é de Dezerrie Cortes, de 40 anos, que fez 27 pedidos de licença para se casar e está presa.
Fonte: O Globo-RJ
--------------------------------------------------
Seis mulheres de Nova York que cobraram US$ 1 mil de cada "cliente" para casar-se com 43 imigrantes ilegais e ajudá-los a obter o green card de residência legal nos Estados Unidos foram acusadas de mentir para obter licenças matrimoniais. "Elas não passam de noivas de aluguel", disse Victor Robles, funcionário municipal encarregado de emitir e revisar as licenças de casamento. Ele começou a investigar a fraude há dois anos, ao notar que uma mulher havia se casado seis vezes. Descobriu, a seguir, que não havia um sistema para detectar se alguém tinha obtido mais de uma licença matrimonial no período de um ano.
Robles modificou o sistema, de modo a poder revisar os dados sobre casamentos na cidade num período de dez anos e chegou às seis mulheres que solicitaram, no total, 43 licenças para se casar. Os "maridos de aluguel" são imigrantes ilegais do Equador, República Dominicana, Peru, Trinidad e Tobago, Santa Lucía, Paquistão, Índia, Nigéria e outros países da África.
"As mulheres não se casavam com os homens por amor, mas porque recebiam um pagamento em dinheiro", explicou Robles. As seis mulheres agora serão julgadas e poderão ser condenadas a até quatro anos de prisão.
Uma das detidas é Dezerrie Anne Cortez, 40 anos. Só ela pediu 27 licenças de casamento, entre 1984 e 2002, possibilitando a seus "maridos" legalizar sua situação no país. A promotoria do distrito de Manhattan informou que ela e as outras "noivas de aluguel" foram detidas e acusadas de perjúrio por terem mentido às autoridades sobre sua situação conjugal.
O green card permite aos imigrantes residir e trabalhar nos EUA e, se quiserem, solicitar a cidadania americana. Casar-se com um cidadão americano é uma das formas mais fáceis de um estrangeiro obter o green card.
Funcionários municipais consultados pelo New York Times explicaram que foi fácil a fraude passar despercebida porque as bases de dados matrimoniais do Estado de Nova York não estão informatizadas.
Fonte: O Estado de São Paulo