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04 de Abril de 2004

Santos celebra sucesso de curso para evitar a falsificação de documentos

A Arpen-SP, através da regional da Baixada Santista, coordenada pelo Oficial Nélson Hidalgo Molero, realizou no último sábado (03.04.2004) o primeiro Curso de Documentoscopia do mês de abril. Ministrado pelas peritas do Instituto de Criminalística de São Paulo, Maria Leonor Bittencourt Costa e Salete M. Saldon, o evento organizado pelo Oficial do 2º Subdistrito de Santos José Júlio Pereira, diretor do Conselho Deliberativo da Associação, contou com grande presença de funcionários de cartórios de Registro Civil, Imóveis e Tabelionatos de Notas.

"O grande objetivo além de orientar os funcionários sobre este importante mecanismo de detecção de falsificações é nos irmanar com todas as naturezas, por esta razão os cursos que a Arpen-SP promove pelo Estado de São Paulo são abertos para qualquer segmento da nossa categoria", explicou o presidente da Associação, Nélson Hidalgo Molero, lembrando que a procura de outras naturezas pelos cursos promovidos pela Associação já ocorreram em Marília, Presidente Prudente e Bauru, regiões que receberam as aulas de Documentoscopia no mês de março.

Tabelião do 2º Cartório de Notas e Protesto de Guaratinguetá e Interventor no 4º Tabelionato de Santos, José Maria de Oliveira levou 17 funcionários para participar do evento na Baixada Santista. "Nunca fiquei sabendo deste cursos deste tipo aqui na região, então quando vi que a Arpen-SP iria promover um fiz a inscrição de meus funcionários na hora", disse o Tabelião, que completou. "A falsificação em tabelionatos acontece a toda hora. Pelo menos agora os funcionários terão maior embasamento para identificá-las".

Além do presidente da Arpen-SP, compareceram ao curso de Santos o diretor de informática da Associação, Lázaro da Silva, a diretora regional do Vale do Ribeira, Maria do Socorro, o diretor regional de Araraquara, Sinval de Oliveira de Salvador e os diretores Manoel Luís Chacon Cardoso e Eugênio Tonin, que acompanharam o esforço das peritas em oferecer subsídios aos Oficiais e escreventes do Interior do Estado para que possam ser detectadas falsificações e adulterações em documentos.

O curso de Santos foi o quarto realizado na gestão do atual presidente da Associação, Nélson Hidalgo Molero, e contou com grande presença de Oficiais e funcionários da região da Baixada Santista, contabilizando em suas duas turmas 112 participantes.

A técnica da documentoscopia é basicamente dividida em dos aspectos, a escrita manual -caracterizada pela individualidade gráfica, resultante de estímulos cerebrais e, portanto, peculiar a cada punho - e a escrita mecânica, produzida por meios como textos datilografados, impressões eletrônicas, fac-similiares de carimbo e autenticações mecânicas.

O curso realizado em Santos seguiu o mesmo padrão da aula ministrada em Bauru que apresentou algumas novidades em relação aos eventos anteriores. Preocupadas em aprimorar a parte prática da aula, as peritas acrescentaram ao material exibido diversas imagens de documentos já verificados no Instituto de Criminalística e solicitaram aos presentes que identificassem se tratavam-se de documentos falsos ou não, utilizando o vocabulário específico da documentoscopia.

Segundo Maria Leonor, a introdução deste novo material tornou a aula mais dinâmica. "A aula ficou um pouco mais dinâmica e também mais participativa. Esta novidade em relação aos cursos anteriores fez com que eles exercitassem mais a vista", explicou. "Acho que ficou um pouco mais nítido para quem faz o curso identificar o que foi apresentado na parte teórica", completou Salete Saldon.

Os participantes do evento ainda tiveram acesso às últimas iniciativas da Arpen-SP além da programação dos editais de concursos. Os participantes do curso de Documentoscopia em Santos ainda receberam certificados de conclusão.

Leia matéria completa na próxima edição do Jornal da Arpen-SP

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