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04 de Maio de 2004
Suécia é o melhor lugar para maternidade e Nigéria, o pior
Cerca de 70 mil meninas e um milhão de bebês nascidos de mães jovens morrem no mundo todo a cada ano devido a complicações na gravidez e no parto, de acordo com um relatório divulgado na terça-feira pelo grupo Save the Children.
Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com mudanças nas políticas e nos programas que ajudam garotas a adiar o casamento e a gravidez e fornecem serviços de saúde e educação, disse o relatório "State of the World's Mothers" (situação das mães do mundo).
"Para muitas jovens, a maternidade é uma tragédia ou mesmo uma sentença de morte", afirmou Mary-Beth Powers, assessora de saúde reprodutiva do grupo.
Tanto a mãe como o bebê correm riscos maiores como por complicações durante a gravidez e o nascimento. Bebês de mães adolescentes correm 50 por cento mais risco de morte antes de completar um ano do que os nascidos de mulheres acima dos 20 anos.
O relatório disse que o maior risco está entre mães com 14 anos ou menos. Por exemplo, a pesquisa mostrou que em Bangladesh as mães de entre 10 e 14 anos correm cinco vezes mais risco de mortalidade do que as mães da faixa de entre 20 e 24 anos.
Garotas da África subsaariana apresentam os índices mais altos de casamento e maternidade prematuros e as maiores taxas de mortalidade entre jovens mães e seus filhos, segundo o relatório.
A educação limitada é causa e efeito da maternidade adolescente e com frequência as jovens mães sofrem problemas econômicos e seus filhos provavelmente repetirão o ciclo de pobreza.
No mundo industrializado, os Estados Unidos têm a maior taxa de maternidade prematura -- cerca de duas vezes e meia o índice do Reino Unido e mais de 17 vezes a taxa da República da Coréia, disse o documento.
O grupo recomenda medidas educativas e adaptação dos serviços de saúde para reduzir estes índices.
Em seu ranking de maternidade anual -- lista que classifica o bem-estar de mães e filhos --, o relatório apontou Suécia, Dinamarca e Finlândia como os melhores países, enquanto a Nigéria ficou em último lugar entre os 119.
Os EUA estão em 10o. na lista, que leva em consideração indicadores como mortalidade de mães, uso de contraceptivos modernos, alfabetização feminina e bem-estar de crianças.
O Brasil ocupa a 45a. posição no ranking.
Fonte: Reuters
Autor: Por Sue Pleming
Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com mudanças nas políticas e nos programas que ajudam garotas a adiar o casamento e a gravidez e fornecem serviços de saúde e educação, disse o relatório "State of the World's Mothers" (situação das mães do mundo).
"Para muitas jovens, a maternidade é uma tragédia ou mesmo uma sentença de morte", afirmou Mary-Beth Powers, assessora de saúde reprodutiva do grupo.
Tanto a mãe como o bebê correm riscos maiores como por complicações durante a gravidez e o nascimento. Bebês de mães adolescentes correm 50 por cento mais risco de morte antes de completar um ano do que os nascidos de mulheres acima dos 20 anos.
O relatório disse que o maior risco está entre mães com 14 anos ou menos. Por exemplo, a pesquisa mostrou que em Bangladesh as mães de entre 10 e 14 anos correm cinco vezes mais risco de mortalidade do que as mães da faixa de entre 20 e 24 anos.
Garotas da África subsaariana apresentam os índices mais altos de casamento e maternidade prematuros e as maiores taxas de mortalidade entre jovens mães e seus filhos, segundo o relatório.
A educação limitada é causa e efeito da maternidade adolescente e com frequência as jovens mães sofrem problemas econômicos e seus filhos provavelmente repetirão o ciclo de pobreza.
No mundo industrializado, os Estados Unidos têm a maior taxa de maternidade prematura -- cerca de duas vezes e meia o índice do Reino Unido e mais de 17 vezes a taxa da República da Coréia, disse o documento.
O grupo recomenda medidas educativas e adaptação dos serviços de saúde para reduzir estes índices.
Em seu ranking de maternidade anual -- lista que classifica o bem-estar de mães e filhos --, o relatório apontou Suécia, Dinamarca e Finlândia como os melhores países, enquanto a Nigéria ficou em último lugar entre os 119.
Os EUA estão em 10o. na lista, que leva em consideração indicadores como mortalidade de mães, uso de contraceptivos modernos, alfabetização feminina e bem-estar de crianças.
O Brasil ocupa a 45a. posição no ranking.
Fonte: Reuters
Autor: Por Sue Pleming